A Síndrome de Asperger
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Publicado: 27/03/2016
A Síndrome de Asperger

Hans Asperger, no início dos anos 40, publicou numa revista alemã, a descrição de um grupo de rapazes a quem chamou “autistas”. Porém, este estudo ficou esquecido.  Foi a psiquiatra Lorna Wing que veio a reconhecer o trabalho de Hans Asperger, utilizando pela primeira vez o termo “Síndrome de Asperger” (SA).  Foi nesse instante e até hoje, que o conceito de autismo mudou substancialmente.

Crianças com Síndrome de Asperger, podem ou não procurar uma interação social, mas têm sempre dificuldades em interpretar e aprender as capacidades da interação social e emocional com os outros. Estas crianças apresentam outros critérios de diagnóstico como sendo as dificuldades na comunicação verbal e não-verbal, dificuldades de criar empatia (diferente de simpatia), ou seja, dificuldade em se colocar no lugar do outro, desenvolvem ritmos próprios, gestos e sons repetitivos (eventualmente designados como tiques), assim como apresentam uma hipersensibilidade aos vários estímulos sensoriais, quer seja auditivos, olfativos, visuais ou táteis. Embora seja uma disfunção com origem num funcionamento cerebral particular, não existe marcador biológico, pelo que o diagnóstico se baseia num conjunto de critérios comportamentais.

Muitos investigadores  acham que há duas áreas de relativa intensidade que distinguem a Síndrome de Asperger de outras formas de Autismo e Pervasive Developmental Disorders (PDD)  e concorrem para um melhor prognóstico em Síndrome de Asperger. Não chegaram a consenso sobre se existe alguma diferença entre o Síndrome de Asperger e Autismo de Alta Funcionalidade (AAF).

Pois bem, é imprescindível o diagnóstico diferencial. Na infância o problema mais frequente (de alerta) que leva os pais a procurar ajuda, ou leva os agentes da educação a referenciar as crianças, passa pelo atraso na linguagem. No atraso de linguagem, podemos estar perante quatro causas prováveis: o atraso global de desenvolvimento, a surdez, a perturbação específica de desenvolvimento da linguagem e/ou a perturbação do espetro do autismo.

Atualmente, sobre a Síndrome de Asperger, os critérios de diagnóstico que devem ser observados e avaliados por técnicos especializados, com instrumentos específicos, dizem respeito à interação social, à comunicação e o comportamento. Nenhum diagnóstico deverá ser feito sem uma avaliação transversal. Procure ajuda especializada. Fique também alerta para o facto de que não basta intervir com a criança, se não intervirmos com a família e com a escola/instituição em que a criança está envolvida.

 

Marisa Romero